Quando e como se aprende a andar de transporte público?

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Mão da mão segurando a mão da filha

 

 

 

 

 

Como um usuário do transporte público conhece o Sistema(rodoviários, itinerários, horários do transporte público…) de tanto que utiliza(uso diário) e por quanto tempo(horas de seu dia). Sendo assim, geralmente, das 11h às 14h, devido `a saída e entrada de estudantes nas escolas, o transporte público circula com passageiros acima de sua capacidade normal.

Em um dia desses, às 13h, não foi diferente. Estando já há um tempo dentro do ônibus, consegui uma cadeira para sentar em alguma altura da minha viagem apertada (pela hiperlotação), mas, sentada, já me sentia privilegiada.

A viagem segue e o ônibus entra em mais um terminal rodoviário, e em vez de pessoas desembarcarem, sobem mais. E nessa hora começo a ouvir um diálogo entre uma mãe e sua filhinha, que aparenta ter uns 10 anos.

A mãe diz: – filha encosta bem perto dessa cadeira (onde estou sentada). E ela continua a falar com a filha: – Não se preocupe (seria com a hiperlotação?). E completa as recomendações com uma ordem: – Segure bem a minha mão, pois eu estou te segurando.

Essa mãe iria “espremida” segurando somente com um braço num ferro do ônibus e com a outra mão segurava a sua menina que também iria “espremida” entre bolsas e pessoas, pois ela era baixa e pequena.

Sobre o diálogo entre a mãe e a filha, eu fiquei pensando: quando ela diz “segura a minha mão” e ” eu estou te segurando” seria para que a criança não ficasse assustada? O gesto dessa mãe significa também “ninguém largar a mão de ninguém” até mesmo quando todos estão espremidos, sem lugar para segurar e se sentirem firmes, mas ainda assim cuidarem da segurança uns dos outros?

Lembrei-me de toda a minha fase da primeira infância e de como a minha mãe teve que ter sabedoria para me ensinar “quando e como se aprende a andar de transporte público” e ainda ser grata por poder “pagar” e gozar do Direito de ir e vir com a única opção de transporte público no estado do Espírito Santo – ES, o ônibus.

Danielle Laudino

Amor a fotografia.

MIRROR

Il mondo è colore, musica e suoni. La fotografa Danielle Laudino ci fa conoscere attaverso le sue foto il suo panorama interno.

  • Qual è il tuo rapporto con la fotografia?

La fotografia per me è semplificare un tema complesso in un clic, non per essere superficiale o mitigare, ma causare una riflessione profona a partire dall’oggetto fotografato. Attirare per la prondità della comprensione che si propone con la foto.

  •  Cosa vorresti trasmettere alle persone quando guardano le tue foto?

Prima io conoscevo questi luoghi delle foto per averne sentito parlare e per mezzo di parole stigmatizate. Per questo, sono stata in questi posti per vedere e conoscere con i miei punti di vista. Non è che sia la migliore versione, ne l’unica, ma è per far si che gli altri vedano con occhi differenti, una visione che mette a fuoco ma che  non limita.

Per esempio: il mio modo di parlare…

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O OFÍCIO DO ASSISTENTE SOCIAL

A palavra ofício, dependendo do contexto que é empregada, tem vários significados.

Mas, o que estamos nos referindo é o Ofício que significa ocupação, emprego, função. Uma atividade ligada a determinada profissão.

Qual é o OFICIO DO ASSISTENTE SOCIAL?

Quem são e o que fazem? Onde trabalham? Porque podem ser importantes fontes de informação para a imprensa? Neste post você encontra as respostas para estas e outras perguntas sobre essa categoria profissional, que orienta a população em relação a seus direitos, para que a cidadãos e cidadãs tenham uma vida digna e justa.

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São profissionais que cursaram uma faculdade de Serviço Social (reconhecida pelo Ministério da Educação) e possuem registro no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado em que trabalham. A profissão é regida pela Lei Federal 8.662/1993, que estabelece suas competências e atribuições.

o q fazem

Analisam, elaboram, coordenam e executam planos, programas e projetos para viabilizar os direitos da população e seu acesso às políticas sociais, como a saúde, a educação, a previdência social, a habitação, a assistência social e a cultura. Analisam as condições de vida da população e orientam as pessoas ou grupos sobre como ter informações, acessar direitos e serviços para atender às suas necessidades sociais.

Assistentes sociais elaboram também laudos, pareceres e estudos sociais e realizam avaliações, analisando documentos e estudos técnicos e coletando dados e pesquisas. Além disso, trabalham no planejamento, organização e administração dos programas e benefícios sociais fornecidos pelo governo, bem como na assessoria de órgãos públicos, privados, organizações não governamentais (ONG) e movimentos sociais. Assistentes sociais podem ainda trabalhar como docentes nas faculdades e universidades que oferecem o curso de Serviço Social. As competências e atribuições privativas dessa categoria profissional estão previstas nos artigos 4º e 5º da Lei 8.662/1993.

2.

Em instituições públicas e privadas.

Você pode encontrar assistentes sociais trabalhando em ministérios, autarquias, prefeituras, governos estaduais, em empresas privadas, hospitais, escolas, creches, unidades de saúde, centros de convivência, movimentos sociais em defesa dos direitos da mulher, da classe trabalhadora, da pessoa idosa, de crianças e adolescentes, de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), negros e negras, de indígenas, em organizações não governamentais, em universidades públicas e privadas e em institutos técnicos.

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Assistentes sociais podem trabalhar junto a outras categorias: profissionais da psicologia, da educação, da enfermagem, do direito, dentre outras. Cabe destacar que, durante o atendimento individual, assistentes sociais devem garantir sigilo à pessoa que é atendida.

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Não. Entretanto, como o Brasil é um país com alto índice de desigualdade social, assistentes sociais no país, em sua maior parte, têm seu trabalho voltado para a população em situação de pobreza ou com ausência de renda. Trabalham também com pessoas que têm seus direitos violados ou que estão em situação de vulnerabilidade social.

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As principais entidades do serviço social brasileiro são: o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO). Cabe ao CFESS, na qualidade de autarquia pública normativa de grau superior, a atribuição de orientar, disciplinar, normatizar, fiscalizar e defender o exercício da profissão, em conjunto com os CRESS. Estes, por sua vez, são órgãos executivos de primeira instância e possuem a competência de orientar a categoria, fiscalizar, disciplinar e defender o exercício profissional, com objetivo principal de garantir a qualidade dos serviços prestados, de modo a preservar os direitos da população atendida e assegurar as competências e atribuições profissionais.

Os Conselhos Regionais e suas Seccionais atuam em todos os estados brasileiros, em conjunto com o CFESS.

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Serviço social: é a profissão de nível superior regulamentada pela Lei 8.662/1993.

Assistente social: profissional com graduação em Serviço Social (em curso reconhecido pelo MEC) e registro no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado em que trabalha.

Assistência social: política pública prevista na Constituição Federal e direito de cidadãos e cidadãs, assim como a saúde, a educação, a previdência social etc. É regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), constituindo-se como uma das áreas de trabalho de assistentes sociais.

Assistencialismo: forma de oferta de um serviço por meio de uma doação, favor, boa vontade ou interesse de alguém e não como um direito.

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O Brasil tem hoje aproximadamente 120 mil profissionais com registro nos 25 Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) e 2 Seccionais de Base Estadual. É o segundo país no mundo em quantitativo de assistentes sociais, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

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De acordo com a pesquisa “Assistentes Sociais no Brasil”, realizada em 2005 pelo CFESS, a profissão é composta majoritariamente por mulheres (pouco mais de 90%).O Brasil tem hoje aproximadamente 120 mil profissionais com registro nos 25 Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS) e 2 Seccionais de Base Estadual. É o segundo país no mundo em quantitativo de assistentes sociais, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O estudo confirma a tendência de inserção do serviço social em instituições de natureza pública, com quase 80% da categoria ativa trabalhando nessa esfera. A saúde, a assistência social e a previdência social são as áreas que mais empregam profissionais. De acordo com dados do Salariômetro, do Governo de São Paulo, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a média salarial da categoria é de R$2.000,00, embora existam projetos de lei na Câmara dos Deputados reividicando um piso em torno de R$4.000,00.

A jornada semanal de trabalho da assistente social deve ser de, no máximo, 30 horas, de acordo com a Lei 8.662/1993.

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Além da Lei 8.662/1993, assistentes sociais possuem o Código de Ética Profissional, as Normativas expedidas pelo CFESS, as legislações sociais (como os estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente e a Lei Orgânica da Assistência Social) e as diretrizes curriculares da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) para os cursos de graduação da área.

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Por ser tratar de profissionais que estudam a realidade social brasileira e trabalham, em sua maioria, diretamente com a população, assistentes sociais podem ser importantes fontes de informação, inclusive para a imprensa. Em situações de violação de direitos humanos, retratadas diariamente pela mídia, é comum encontrarmos análises de profissionais do direito, da psicologia e de outras categorias. Entretanto, o olhar para a questão social nem sempre é levado em conta. Assistente sociais, em seu trabalho cotidiano, ficam face a face com os problemas sociais. Por isso, podem analisar situações noticiadas pela imprensa diariamente.

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Os símbolos do Serviço Social, embora utilizados até os dias atuais, têm inspiração em um projeto profissional que foi superado historicamente. A direção social atualmente hegemônica não se inspira em valores religiosos ou morais, reconhecendo que o objeto de atuação do Serviço Social são as múltiplas expressões da “questão social”, tão evidentes na sociedade capitalista.Por ser tratar de profissionais que estudam a realidade social brasileira e trabalham, em sua maioria, diretamente com a população, assistentes sociais podem ser importantes fontes de informação, inclusive para a imprensa. Em situações de violação de direitos humanos, retratadas diariamente pela mídia, é comum encontrarmos análises de profissionais do direito, da psicologia e de outras categorias. Entretanto, o olhar para a questão social nem sempre é levado em conta. Assistente sociais, em seu trabalho cotidiano, ficam face a face com os problemas sociais. Por isso, podem analisar situações noticiadas pela imprensa diariamente.

Este conteúdo dos símbolos profissionais, conectados, portanto, a outro modelo de profissão, vem sendo debatido por vários CRESS. Desta forma, muitos começam a adotar logotipos próprios, mais próximos à visão hegemônica, hoje, do Serviço Social.

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Mas, os símbolos representam vários segmentos, e um deles são as profissões. Esses símbolos podem demostrar conteúdos e fundamentos básicos, representando aquilo que o profissional deve seguir na sua carreira profissional.

No serviço social, considerando as origens, um símbolo heráldico, reconhecido como referencial da profissão, composto e integrado, temos os seguintes significados:

Uma tocha: A tocha representa a elevação, a altivez, o calor humano, e a aprovação para o crescimento.

Uma balança: A balança significa o equilíbrio, ponderação, respeito e sublimidade.

Estrela: A estrela de Davi significa luz, guia, orientação e caminho.

O círculo: o circulo em volta significa o infinito, o transcendental, a perfeição, ou a busca delas que o profissional de assistência social deve sempre buscar e aperfeiçoar em suas atividades.

Cor símbolo: A cor símbolo é o roxo-violeta da pedra ametista, ao qual representa o anel episcopal da igreja católica, que por meio da Juventude Universitária Católica (JUC) implantou o serviço social no país. Representa a maturidade, a retidão de carácter, a prudência, a sabedoria, a bondade, senso de justiça, a compreensão, e segurança de princípios.

Todos os símbolos do Serviço Social em conjunto representando a profissão significam os desdobramentos específicos da intervenção nas múltiplas situações humano-sociais. Comunicam luz, calor, respeito, equilíbrio e justiça.  A cor do Serviço Social é o Verde.

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Entre em contato com o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) de seu estado ou visite o site www.cfess.org.br

REFERENCIAS

Sites

Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) – ES http://www.cress-es.org.br/site

Conselho Federal de Serviço Social – www.cfess.org.br

http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/50539/servico-social-significados-e-simbolos

Fôlder

“Assistentes sociais: um guia básico para conhecer um pouco mais sobre esta categoria profissional”. Conselho Federal de Serviço Social – www.cfess.org.br

 

O QUE SÃO POLÍTICAS PÚBLICAS?

A definição do que sejam políticas públicas ainda é um campo em discussão, mas o primeiro passo é a compreensão sobre o tema.

Diferentes autores/as ressaltam o crescimento desta área de conhecimento e têm produzido teorias.

Numa revisão da literatura sobre políticas públicas a cientista política Celina Souza afirma que como área de conhecimento, as políticas públicas surgiram nos EUA, inventando uma nova forma de estudos que focalizavam as produções dos governos sem o vínculo com as ações dos Estados:

“[…] na Europa, a área de política pública vai surgir como um desdobramento dos trabalhos baseados em teorias explicativas sobre o papel do Estado e de uma das mais importantes instituições do Estado – o governo, produtor por excelência, de políticas públicas. Nos EUA, ao contrário, a área surge no mundo acadêmico sem estabelecer relações com as bases teóricas sobre o papel do Estado, passando direto para a ênfase nos estudos sobre a ação dos governos” (Souza, 2006: 22).

Estados e Governos são sinônimos?

Quando tratamos de Estado, nos referimos às unidades políticas (municípios, estados, nações), que se apresentam sob a forma de repúblicas e/ou democracias e dizem respeito ao modo como o poder é exercido e quem exerce o poder. Já governo pode ser entendido, como a organização, que é a autoridade administrativa ou gestora de uma unidade política. Assim sendo, governo não se confunde com Estado.

O Estado pode ser alterado por golpes e revoluções que transformam democracias em ditaduras, ditaduras em democracias, monarquias em repúblicas ou por novas constituições. Já os governos, podem ser alterados a cada nova eleição ou por meio de impeachment, como ocorreu no Brasil na gestão do presidente Fernando Collor de Mello.

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Da mesma forma que Estado e governo, políticas de Estado e políticas de governo se distinguem, correspondem a diferentes esferas de poder.

Paulo Roberto de Almeida nos oferece a seguinte definição:

Políticas de governo são aquelas que o Executivo decide num processo bem mais elementar de formulação e implementação de determinadas medidas, para responder às demandas colocadas na própria agenda política interna – pela dinâmica econômica ou política parlamentar ou vindos de fora, como resultado de eventos internacionais com impacto doméstico.

Políticas de Estado, por sua vez, são aquelas que envolvem as burocracias de mais de uma agência do Estado, justamente, e acabam passando pelo Parlamento ou por instâncias diversas de discussão, depois que sua tramitação dentro de uma esfera (ou mais de uma) da máquina do Estado envolveu estudos técnicos, simulações, análises de impacto horizontal e vertical, efeitos econômicos ou orçamentários, quando não um cálculo de custo-benefício levando em conta a trajetória completa da política que se pretende implementar.

Nenhum Estado, nem governo se constituem sem a atuação da sociedade civil. Segundo a seguinte definição: “Sociedade civil se refere à arena de ações coletivas voluntárias em torno de interesses, propósitos e valores. Na teoria, suas formas institucionais são distintas daquelas do Estado, família e mercado, embora na prática, as fronteiras entre Estado, sociedade civil, família e mercado sejam freqüentemente complexas, indistintas e negociadas.

Sociedades civis são freqüentemente povoadas por organizações como instituições de caridade, organizações não-governamentais de desenvolvimento, grupos comunitários, organizações femininas, organizações religiosas, associações profissionais, sindicatos, grupos de auto-ajuda, movimentos sociais, associações comerciais, coalizões e grupos de advocacy.

                                                                                                                                         adv3

É da sociedade civil que emergem as demandas para que os governos efetivem com medidas concretas, os postulados muitas vezes genéricos afirmados pelos Estados Democráticos de Direito. Cabe destacar a atuação dos/as pesquisadores/as, sujeitos que têm contribuído para a qualificação das políticas públicas. São economistas, matemáticos/as, analistas de sistemas, engenheiros/as, sociólogos/as, antropólogos/as, psicólogos/as, profissionais da área da saúde, pedagogos/as, educadores/as e de outras áreas que ao pesquisar as políticas públicas conferem-lhe um caráter interdisciplinar.

De modo geral, política pública pode ser definida como tudo aquilo que o governo (municipal, estadual ou federal) faz no que diz respeito às leis, medidas reguladoras, decisões e ações.

Por isso, Souza afirma que as políticas públicas podem ser pensadas como: “o campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, ‘colocar o governo em ação’ e/ ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações (variável dependente). A formulação de políticas públicas constitui-se no estágio em que os governos democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real” (Souza, 2006: 26).

A autora aponta também que no campo específico da política pública foram desenvolvidos alguns modelos explicativos com o intuito de entender o processo de formulação de políticas públicas. Destaca-se o modelo de Theodor Lowi, considerada a tipologia mais conhecida, segundo a qual as políticas públicas são divididas em quatro tipos:

1) Políticas distributivas, com relação aos recursos limitados e que têm efeitos mais individuais que gerais;

2) Políticas regulatórias, mais visíveis, envolvendo a burocracia e os grupos de interesses;                                               bur3

3) Políticas redistributivas, que atingem maior número de pessoas e impõe perdas a alguns, sendo de mais difícil aprovação e;

4) Políticas constitutivas, que tratam de procedimentos (Souza, 2006:28).

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Segundo a autora, o que importa considerar em todos os modelos é que a política pública “permite distinguir entre o que o governo pretende fazer e o que, de fato, faz; envolve vários atores e níveis de decisão, embora seja materializada através dos governos, e não necessariamente se restringe a participantes formais, já que os informais são também importantes; é abrangente e não se limita a leis e regras; é uma ação intencional, com objetivos a serem alcançados; a política pública, embora tenha impactos no curto prazo, é uma política de longo prazo; envolve processos subseqüentes após sua decisão e proposição, ou seja, implica também implementação, execução e avaliação” (Souza, 2006, 36-37).

O foco analítico principal da política pública se encontra no tipo de problema que a política visa corrigir, de modo que seja possível a identificação do problema e avaliação da forma de chegada desse problema ao sistema político (politics), à sociedade política (polity) e às instituições-regras que irão modelar a decisão e a implementação da política pública. O percurso da identificação do problema até a decisão de implementar uma certa política pública, conta, quase sempre, com a ação da sociedade civil, que também tem responsabilidade na regulação e avaliação dos resultados da política por meio da construção de instrumentos de accountability.

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Isto é, a sociedade civil tem como ação primordial, apontar os problemas a serem enfrentados, propor e colaborar na formulação das políticas mais adequadas para saná-los e, ainda, fazer o controle social da execução destas políticas por meio dos espaços de democracia participativa, como os conselhos, audiências públicas etc. É fundamental, em uma política pública, pensarmos em quem ganha o que, por que e que diferença faz. Isso nos remete diretamente ao coração da formulação das políticas públicas e às relações entre sociedade e governo para a definição das ações que serão tomadas.

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REFERENCIA

Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça | GPP – GeR: módulo I / Orgs. Maria Luiza Heilborn, Leila Araújo, Andreia Barreto. – Rio de Janeiro : CEPESC; Brasília : Secretaria de Políticas para as Mulheres, 2010.